O Centro Histórico de Salvador (CHS) compreende a área histórica da cidade de Salvador, capital do estado brasileiro da Bahia, composto por ruas e monumentos arquitetônicos da época do Brasil Colônia.

Abrange áreas do Pelourinho, da Sé, Terreiro de Jesus, Largo do São Francisco e Santo Antônio Além do Carmo. A via principal de acesso é a tradicional Rua Chile, que inicia na Praça Castro Alves e termina na Praça da Sé.

Centro Histórico de Salvador

É o maior conjunto arquitetônico do período colonial da América Latina, sendo um local altamente turístico com museus, lojas, centros culturais, igrejas, apresentações musicais, variadas opções gastronômicas e de hospedagem e comércio de souvenirs em meio aos diversos casarões e sobrados coloniais.

A região é extremamente rica em monumentos históricos que datam do século XVII até o início do século XX. Isso porque Salvador foi a primeira capital colonial do Brasil e a cidade é uma das mais antigas do Novo Mundo (fundada em 1549 por colonizadores portugueses).

Foi também um dos primeiros mercados de escravos do continente, que chegaram para trabalhar nas plantações de açúcar e, posteriormente, para a extração de ouro nas Minas Gerais.

Esta área está na parte mais antiga da cidade, entre a Cidade Baixa e a Cidade Alta de Salvador e pelo qual existe o Elevador Lacerda para interligá-lo. Ela compreende várias ruas, ladeiras e becos em torno da Praça Municipal, Barroquinha, Avenida J.J. Seabra, Avenida Sete de Setembro e Comércio.

Entre 1938 e 1945, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) promoveu o tombamento de vários monumentos como patrimônio nacional, o que não foi suficiente para impedir a sua degradação.

Isso se acentuou principalmente depois de 1960, quando o local perdeu importância para as novas áreas de expansão urbana. Somente em 1984 o IPHAN promoveu o tombamento de uma área extensa, de 80 hectares, necessária para que a UNESCO declarasse esse sítio Patrimônio Mundial, em 1985. Desde então, o local passa por vários processos de restauração e revitalização, visando a preservação da área histórica da cidade.

Centro Histórico de Salvador História

O Centro Histórico de Salvador – do qual o Pelourinho é símbolo e síntese – constitui o maior conjunto arquitetônico colonial da América Latina. Orgulho dos baianos, o espaço é tombado pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

Articulando as dimensões histórica e cultural, o Centro Histórico de Salvador é, por excelência, o locus das atividades criativas da Cidade, com destaque para a presença marcante da herança afro-brasileira, que fez surgir aqui uma cultura singular. Nessa ambiência inspiradora a Cidade tradicionalmente se expõe em toda a sua grandeza cultural, exibindo as expressões da sua criatividade e originalidade. Ali se encontram instituições e entidades, edifícios e espaços, tradições e práticas que refletem o passado e projetam o futuro, ambos convivendo em um mesmo ambiente. Não custa assinalar que a própria restauração e conservação do patrimônio arquitetônico do Pelô constitui, em si mesma, uma indústria criativa internacionalmente consagrada. Predominantemente residencial e turística, a área mantém parte de suas antigas funções de “centro de cidade”, hoje compartilhada com outras regiões da metrópole.

São mais de três mil imóveis dos Séculos XVI a XIX, com sua arquitetura monumental de finalidade religiosa, civil – de função pública e privada – e militar, onde hoje se destacam igrejas e conventos, museus e arquivos, teatros e cinemas, espaços e grupos culturais, ateliês, galerias, antiquários, sebos, somando centenas de equipamentos e instalações que estão indicadas nesse site para facilitar a visitação por soteropolitanos e turistas de todo o mundo.

Atenção especial é dada aos estacionamentos (com mais de mil vagas) e às rotas de chegada por automóvel, ônibus, metrô e até por cruzeiros marítimos que ancoram no Porto de Salvador, localizado na Cidade Baixa, em pleno Centro Histórico. Qualquer que seja o meio de acesso, o Centro Histórico deve ser fundamentalmente visitado a pé, até porque algumas áreas são vedadas ao automóvel.

Centro Histórico de Salvador IPHAN

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura que responde pela preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. Cabe ao Iphan proteger e promover os bens culturais do País, assegurando sua permanência e usufruto para as gerações presentes e futuras.

O Iphan possui 27 Superintendências (uma em cada Unidade Federativa); 28 Escritórios Técnicos, a maioria deles localizados em cidades que são conjuntos urbanos tombados, as chamadas Cidades Históricas; e, ainda, cinco Unidades Especiais, sendo quatro delas no Rio de Janeiro: Centro Lucio Costa, Sítio Roberto Burle Marx, Paço Imperial e Centro Nacional do Folclore e Cultura Popular; e, uma em Brasília, o Centro Nacional de Arqueologia.

O Iphan também responde pela conservação, salvaguarda e monitoramento dos bens culturais brasileiros inscritos na Lista do Patrimônio Mundial e na Lista o Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, conforme convenções da Unesco, respectivamente, a Convenção do Patrimônio Mundial de 1972 e a Convenção do Patrimônio Cultural Imaterial de 2003.

Histórico – Desde a criação do Instituto, em 13 de janeiro de 1937, por meio da Lei nº 378, assinada pelo então presidente Getúlio Vargas, os conceitos que orientam a atuação do Instituto têm evoluído, mantendo sempre relação com os marcos legais. A Constituição Brasileira de 1988, em seu artigo 216, define o patrimônio cultural como formas de expressão, modos de criar, fazer e viver. Também são assim reconhecidas as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; e, ainda, os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.

Nos artigos 215 e 216, a Constituição reconhece a existência de bens culturais de natureza material e imaterial, além de estabelecer as formas de preservação desse patrimônio: o registro, o inventário e o tombamento.

Horário de Funcionamento Centro Histórico de Salvador

  • Aberto 24 horas

Endereço e Telefone Centro Histórico de Salvador

  • R. Chile – Comercio – Salvador – BA

Outras informações e site

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